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10/07/2017 ás 14h00 - atualizada em 10/07/2017 ás 18h08

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Redação

São Paulo / SP

Mega traficante guardava R$ 10 milhões em Osasco
Em depoimento à PF,
Mega traficante guardava R$ 10 milhões em Osasco

O mega traficante Luiz Carlos da Rocha, conhecido como Cabeça Branca e suspeito de chefiar um dos maiores cartéis de drogas do mundo, mantinha escondida em um imóvel no bairro do Parque dos Príncipes, em Osasco, a quantia de US$3,4 milhões – o equivalente a mais de R$10 milhões. Segundo ele, o dinheiro serviria para “sustentar” sua família, caso fosse preso.

O uso da casa como um “cofre”, onde também estavam armazenadas garrafas de vinho no valor de US$10 mil cada  foi confirmado em depoimento, neste final de semana, à Polícia Federal. Cabeça Branca foi detido no dia 1º de julho, vivendo sob falsa identidade no município de Sorriso, no Mato Grosso do Sul. Ele fez, inclusive, cirurgias plásticas para não ser reconhecido. 

Também no depoimento, ele  revelou que vendia drogas produzidas na Bolívia e as armazenava em fazendas no Mato Grosso e em galpões nas cidades de Cotia e Embu das Artes, na Grande São Paulo. As informações sobre o depoimento à PF foram obtidas pela Revista  Época e divulgadas neste final de semana. Ele era o traficante procurado há mais tempo pela PF e também pela Interpol na América do Sul.

Segundo as investigações, o brasileiro era o responsável pela entrada de cerca de 5 toneladas de cocaína por mês no país para abastecer facções criminosas ligadas ao tráfico, incluindo o PCC e o Comando Vermelho. O traficante contou também que pagava R$ 20 mil por viagem a cada um dos cinco motoristas que transportavam a droga até São Paulo. Além disso, ele alugava galpões a R$ 7 mil para armazenar a mercadoria.




Cabeça Branca está preso na Penitenciária Federal de segurança máxima em Catanduvas, no Paraná. Embora a prisão tenha acontecido no dia 1º, ele estava sob a mira de investigadores da PF desde 18 de fevereiro, quando, já sob a nova identidade, teve seu veículo, uma Toyota Hilux branca de placa, abordado em um posto da Polícia Rodoviária Estadual em Ribeirão Preto, interior de São Paulo.  Embora a identidade indicasse que ele tinha 57 anos, sua aparência era de 10 anos a menos,  o que levantou suspeitas dos policiais, que fizeram uma cópia do RG e informaram à PF. A mesma Hilux havia sido vista tempos antes num endereço monitorado pela polícia - a casa do Parque dos Príncipes, que já estava no radar das investigações.

FONTE: Diario da Região e G1

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