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01/03/2018 ás 16h05 - atualizada em 01/03/2018 ás 15h52

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Redação

São Paulo / SP

Esquema de lavagem de dinheiro é investigado pela Polícia Federal em SP e MG
A investigaçao iniciou a partir de duas fiscalizacoes da Receita Federal no âmbito da Lava Jato.
Esquema de lavagem de dinheiro é investigado pela Polícia Federal em SP e MG
Foto: Divulgação

A Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal, deflagrou nesta quinta (1º) a Operação Descarte, com o objetivo de desarticular um esquema criminoso voltado ao crime de lavagem de dinheiro, que funcionava por meio de uma rede formada por 14 empresas dentro de 6 células empresariais que emitiam notas fiscais frias e faziam remessas de dinheiro a terceiros e laranjas.


Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em residências e empresas, nas cidades de São Paulo, Santos, Paulínia no estado de São Paulo, e Belo Horizonte e Lamin, em Minas Gerais.


O delegado Victor Hugo afirmou que os suspeitos estão sendo investigados pelos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação tributária e associação criminosa. E que haverá também o aprofundamento das investigações para a coleta de indícios de autoria em relação aos crimes de corrupção ativa e passiva.


A investigaçao iniciou a partir de duas fiscalizacoes da Receita Federal no âmbito da Lava Jato, e apurou que as empresas participantes do esquema simulavam a venda de mercadorias ao cliente do serviço de lavagem, que então pagava por produtos inexistentes via transferências bancárias ou boletos.


As quantias recebidas eram transferidas para diversas outras empresas de fachada e laranjas e o controlador real das empresas utilizava o dinheiro para adquirir carros e outros bens de luxo. Entre os bens apreendidos na operação em Belo Horizonte estão uma Ferrari avaliada em R$ 3 milhões e uma Masserati avaliada em R$ 900 mil.


A investigação revelou ainda, que o consórcio Soma, que é concessionária de serviços públicos de limpeza no município de São Paulo, se valeu dos serviços ilícitos dessa rede profissionalizada de lavagem de dinheiro, tendo simulado a aquisição de detergentes, sacos de lixo, uniformes dentre outros produtos entre os anos de 2012 e 2017.


De acordo com o delegado, a empresa faturou no período R$ 1,1 bilhão e cerca de R$ 200 milhões foram lavados pelo consórcio, mas o delegado ponderou que serviços não deixaram de ser prestados à prefeitura, e que a princípio, a prefeitura de São Paulo não está sendo investigada.


A polícia também citou o envolvimento de um diretor da Agência de Inteligência do governo da Argentina que teria recebido quase US$ 850 mil de uma das células do esquema criminoso.


Em nota, a empresa Soma disse que cumpre todas as exigências legais e que está prestando todas as informações solicitadas pela Polícia Federal.

FONTE: Agência Brasil

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