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Saúde São Paulo

SP amplia oferta de PrEP para pessoas com acompanhamento médico na rede privada

A PrEP está disponível no estado de São Paulo, no setor público pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde janeiro de 2018

19/07/2021 17h30
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Por: SECOM Fonte: Secom Estado de São Paulo
Foto: Reprodução/Secom Estado de São Paulo
Foto: Reprodução/Secom Estado de São Paulo

O Ministério da Saúde aprovou no último dia 18 de junho, a distribuição gratuita da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) ao vírus da imunodeficiência humana para pacientes da rede privada. Assim, os médicos infectologistas de consultórios particulares em todo país poderão prescrever o medicamento e as pessoas poderão retirar nas Unidades Dispensadoras de Medicamentos de antirretrovirais (UDM).

A PrEP é uma metodologia preventiva com uso de remédios antirretrovirais (uma combinação de tenofovir e entricitabina), que visa proteger o organismo antes da exposição sexual, reduzindo assim as chances de infecção pelo HIV, já que impede o vírus de se estabelecer ou se espalhar pelo corpo. Cabe ressaltar que essa abordagem é restrita à prevenção da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids), portanto, não substitui o uso de preservativos para evitar outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST).

A PrEP está disponível no estado de São Paulo, no setor público pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde janeiro de 2018. Atualmente, está presente em 70 municípios e acredita-se que a ampliação aos usuários do sistema de saúde particular permitirá atingir uma parcela considerável da população. A Coordenação Estadual de IST AIDS sediada no Centro de Referência e Treinamento DST/Aids-SP coordendará esse processo de ampliação.

É necessário que os médicos sigam as normas do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para a Profilaxia Pré-Exposição de Risco à Infecção pelo HIV (PCDT PrEP) e fiquem atentos a alguns requisitos. Embora esteja disponível gratuitamente no SUS, essa medida é direcionada aos grupos que estão mais expostos ao risco de infecção, como gays e homens que fazem sexo com outros homens (HSH), pessoas trans, profissionais do sexo e parcerias sorodiscordantes para o HIV.

No entanto, ela não se limita a essas pessoas, pois alguns fatores podem ser considerados na prescrição a outros segmentos, como os contextos sociais e econômicos, por exemplo, pessoas que praticam a troca de sexo por dinheiro, uso de drogas e situações de moradia. Para retirar a medicação nas unidades dispensadoras de medicamentos do SUS os usuários do setor privado deverão apresentar dois formulários padronizados pelo Ministério da Saúde: um de cadastro e outro de atendimento.

“Já temos uma cobertura significativa nos municípios prioritários com aproximadamente 50% do Estado, agora, com essa disponibilidade no setor privado, a oferta vai expandir e beneficiar mais pessoas. É um avanço muito importante para as estratégias de prevenção ao HIV. Contamos com a parceria da Sociedade Paulista de Infectologia que apoia esta ampliação para profissionais em todo o estado”, destacou a coordenadora-adjunta do Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo, Dra. Maria Clara Gianna.

Para saber mais sobre essa novidade, acesse o sitewww.crt.saude.sp.gov.br

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