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ITÁLIA

O Gueto Hebreu em Roma isolou judeus por 300 anos.

Foi o último gueto remanescente na Europa Ocidental até que os guetos foram reintroduzidos pela Alemanha nazista nos anos 30.

Mauro Beni

Mauro BeniMauro Beni é Jornalista Correspondente Internacional. Atualmente baseado em Roma, reporta notícias da Itália e do Hemisfério Norte.

23/05/2019 09h00Atualizado há 5 meses
Por: Mauro Beni
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Foram arrastados para o holocausto cerca de 6 milhões de Judeus, 5 milhões de eslavos, 3 milhões de poloneses étnicos, 200 mil ciganos, 250 mil deficientes físicos e mentais e 9 mil homossexuais.
Foram arrastados para o holocausto cerca de 6 milhões de Judeus, 5 milhões de eslavos, 3 milhões de poloneses étnicos, 200 mil ciganos, 250 mil deficientes físicos e mentais e 9 mil homossexuais.

O Gueto Hebreu ou o Recinto dos Hebreus, foi uma região escolhida como resultado de uma Lei promulgada pelo Papa da época em 1555, onde os judeus que habitavam Roma desde antes dos tempos cristãos deveriam viver, em condições desumanas. Uma área que chegou a ser murada e chegou a ter portões que eram trancados todas as noites.

No entanto, o gueto foi saudado por alguns judeus que pensavam que suas muralhas e portões protegiam a pequena comunidade de possíveis ataques de multidões cristãs, ao mesmo tempo em que permitia que os costumes religiosos fossem observados sem interferência. Eles não tinham permissão para possuir nenhuma propriedade, nem mesmo no gueto.

Os donos cristãos de casas no gueto podiam manter sua propriedade, mas, por causa da Lei de Direito de Posse, não podiam expulsar os judeus nem aumentar os aluguéis. Definitivamente, a vida no gueto era de pobreza esmagadora e quando saíam do gueto, os homens tinham que usar um pano amarelo e as mulheres um véu amarelo.

Na época de sua construção não havia água fresca. Durante a praga de 1656, 800 de 4000 mil habitantes morreram por causa da epidemia. Anos depois, os Papas construíram várias fontes, uma delas a Fonte das Tartarugas no local onde funcionava um mercado. A comunidade judaica cresceu muito e as construções verticais impediam que o sol atingisse as ruas já úmidas e estreitas, constantemente invadidas por inundações do Rio Tibre.

Em 1870 os Estados Papais deixaram de existir e o gueto terminou sendo incorporado ao Reino da Itália, os muros e muitas habitações foram demolidos dando lugar a nova Sinagoga de Roma e outros prédios. Assim, os judeus puderam habitar fora do gueto. Devido aos mais de 300 anos de isolamento, os judeus daqui desenvolveram seu próprio dialeto.

Hoje o lugar é bem frequentado por residentes e turistas, possuindo ótimos restaurantes, é uma boa opção para quem aprecia alcachofra, um dos pratos tipicos da cozinha romana.

 

Por Mauro Beni.

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