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Kondzilla em queda: Por que o canal de funk perdeu audiência e a liderança nas paradas?

Audiência caiu 50% e presença no 'top 100' do YouTube perde para canal GR6. Concorrentes veem 'desconexão com rua' e erro ao tentar 'dominar funk'. CEO diz que 'filtro' de palavrões pode baixar views, mas é bom para empresa. Entenda dilemas da Kondzilla.

04/06/2019 18h57Atualizado há 2 semanas
Por: Karen Rodrigues
Fonte: G1
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Tati Zaqui na gravação do clipe de 'Esta noche', em imagem do novo Portal Kondzilla, que terá bastidores e outros conteúdos — Foto: Divulgação
Tati Zaqui na gravação do clipe de 'Esta noche', em imagem do novo Portal Kondzilla, que terá bastidores e outros conteúdos — Foto: Divulgação

Responda rápido: qual é o canal do YouTube com mais hits no top 100 do Brasil hoje? Até o ano passado, Kondzilla era a resposta certa e fácil, o líder disparado no ranking. Há dois meses, o novo campeão é o canal concorrente de funk GR6.

O rei está seminu. Kondzilla, o "rei dos clipes de funk no YouTube", ainda é o maior do Brasil em assinantes e visualizações totais, mas tem metade dos acessos do início de 2018 (já chegou a 1 bilhão por mês). O canal já teve 23 clipes no top 100 semanal. Hoje tem três, contra nove da GR6.

Antes, ouvir funk era abrir o canal do Kondzilla e tocar o que tinha lá. Agora isso mudou... Por quê? O que está rolando com o Kond e o funk?

O G1 falou com empresários, produtores e o diretor-executivo da Kondzilla, Fabio Trevisan. Por trás das cifras estão dilemas da empresa de SP que deu a cara do batidão brasileiro dos últimos anos. A cena que ela ajudou a criar está mudando. Os cinco fatores mais citados foram:

Funkeiros mais conhecidos, como Kevinho, Jerry Smith, Lexa e Pocahontas, hoje preferem postar em seus canais individuais.

Após anos de domínio paulista, o funk cresce em Belo Horizonte, Recife e especialmente no Rio, onde Kondzilla é menos presente.

Mesmo em SP, a concorrência aumentou quando a GR6, maior agência de MCs da cidade, passou a priorizar seu próprio canal.

Competidores avaliam que o canal está perdendo a "conexão com as ruas", com linguagem "limpinha" em momento em que o funk é marcado pela "ousadia".

Excesso de clipes de aspirantes a celebridades de qualidade duvidosa, que pagam pela "vitrine" da Kondzilla. A produtora lucra, mas o canal perde interesse de fãs.

Para Fabio, a perda de parte da audiência pode ser resultado de uma decisão que, por outro lado, também foi boa para eles: um "filtro" de palavrões, sexo e violência nos clipes. Isso ajuda a chegar a certos públicos e marcas. Mas o funk mais popular hoje não economiza no teor sexual.

 
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