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PASSEIOS

10 coisas que você precisa saber para fazer turismo em Chernobyl

A antiga cidade soviética foi cenário de um dos maiores desastres de que se tem notícia - e não esconde seu passado. Mas dá para visitá-la com segurança - com alguns cuidados, é claro

16/07/2019 17h37Atualizado há 1 mês
Por: Abraão Farina
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Na madrugada de 26 de abril de 1986, uma explosão no reator 4 da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, então parte da União Soviética, causou o maior desastre radioativo da humanidade. Inicialmente, o acidente foi abafado pelo governo mas, quando a nuvem radioativa chegou a outros países, o caso se tornou público e Pripyat, a cidade mais próxima - que abrigava os funcionários da usina e suas famílias -, foi evacuada.

Até hoje, uma área de cerca de 2,600 km², conhecida como zona de exclusão, delimita a região mais afetada pela radiação. Mas o local acabou entrando na rota dos tours guiados - é preciso estar acompanhado por um guia credenciado para entrar ali.  A Associação dos Operadores de Turismo em Chernobyl, que congrega as empresas autorizadas, tem uma lista com as opções no site, em inglês.

Se você ficou curioso sobre como está o local hoje depois de assistir à nova série da HBOChernobyl, preparamos um mini guia com tudo o que você precisa antes de reservar seu tour. Os passeios partem de Kiev, a capital, que fica a 180 quilômetros de Chernobyl - os passeios duram um dia inteiro.

1. É seguro

as empresas que guiam o passeio são unânimes: o passeio é seguro, desde que todos sigam à risca as regras de segurança. Durante um dia na cidade, os turistas são expostos a um nível de radiação menor do que um exame de raio X ou um voo transatlântico. Não é permitido encostar nas paredes e nem se sentar no chão, por exemplo. Estão fora do roteiro os chamados hot spots, áreas em que a radiação é mais elevada, como lugares fechados e pontos que acumulam água.

Na pausa para o almoço e na hora de ir embora, todo mundo passa por um detector de radiação.

só é possível entrar na zona de exclusão acompanhado de uma das empresas credenciadas. A reportagem do Viagem fez o passeio com a equipe da agência Chernobyl Welcome (tour de um dia custa 119 euros por pessoa). Os guias medem constantemente o nível de radiação e conhecem os locais a serem evitados. Por entrarem regularmente na região, eles passam por acompanhamento médico constante.

É proibida a entrada de menores de 18 anos e, logo na entrada, militares fazem um controle minucioso de passaportes. E, mesmo não sendo necessário usar traje especial, é obrigatório ir de blusa de manga comprida, calça e sapato fechado.

3. Pripyat era uma cidade-modelo

Mesmo que o desastre tenha ficado mundialmente conhecido como a tragédia de Chernobyl, a cidade mais icônica da região se chama Pripyat. Ela foi fundada em 1970 para abrigar os funcionários da usina e suas famílias. Com arquitetura moderna e amplos espaços, a cidade era um orgulho soviético. O passeio hoje em dia mostra como a natureza tomou conta do local, que antes era ocupado por cinemas, escolas, hospitais, praças e um parque de diversões, cuja inauguração estava programada para cinco dias depois do acidente.

4. Há pessoas que trabalham lá até hoje

O último reator da usina nuclear foi desativado bem depois da tragédia, em dezembro do ano 2000. Mas seu núcleo ainda gera calor, e por isso muitos funcionários continuam trabalhando em sua manutenção. Eles também passam por um controle de saúde e alternam semanas de trabalho com um período de descanso fora da zona de exclusão

5. Os objetos espalhados provocam cenas fortes - mas grande parte da montagem não é real

Por mais que seja proibido tocar em qualquer coisa, há um grupo que tem por diversão colecionar objetos e fotos de Chernobyl. Os stalkers, como são chamados, montam o cenário digno de um filme de terror. Na creche da cidade, bonecas e sapatinhos de criança foram colocados na janela de forma quase poética. No hospital, a mesa de cirurgia está montada como se tivesse sido abandonada às pressas. Tudo estrategicamente posicionado para dar um drama a mais em uma história que já é suficientemente horrível.

6. Tem gente que mora la

Com a evacuação repentina de Pripyat, as pessoas abandonaram suas casas e suas raízes. Mas muita gente não conseguiu se adaptar à nova vida e, contra todos os esforços do governo, voltaram à região contaminada. Hoje, muitas delas convivem com os efeitos colaterais da radiação.

7. A vida selvagem resiste

Se prepare para cruzar com cachorros e até raposas (se der sorte). Os animais vivem nas florestas da região, junto com javalis, ursos e uma rica fauna que cresce livre e sem grande interferência humana. Os cães vivem soltos e são alimentados pelos funcionários da usina.

8. O almoço vai ser no refeitório da firma

Os passeios incluem uma pausa para o almoço, que é feito no refeitório da usina, juntamente com os funcionários. O bandejão é uma ótima oportunidade para comer o que os locais realmente comem e, por mais que seja bem diferente do nosso arroz com feijão, é uma delícia.

9. Conheça Kiev...

A zona de exclusão está a duas horas de Kiev, capital da Ucrânia. Vale reservar pelo menos um dia para conhecer a cidade e até mesmo para fazer compras, já que muitos itens de consumo são mais baratos que em cidades da Europa Ocidental.

Com a arquitetura características de países da ex-União Soviética, a cidade tem espaços amplos e monumentos grandiosos, como catedrais ortodoxas. E a cidade conta com boa estrutura de hotéis e apartamentos Airbnb. 

10. ... e não se esqueça do museu

A cidade fantasma de Pripyat é a História vista na prática. Mas é igualmente importante conhecer o Museu Nacional Ucraniano de Chernobyl, em Kiev. É lá onde estão documentos históricos, vídeos da época e diversos apetrechos que foram usados para conter – mas antes, esconder – a tragédia. Se possível, vá ao museu antes de rumar à Pripyat para entender melhor o que estiver vendo na zona de exclusão.

O ingresso é increvelmente barato: custa 10 UAH (R$ 1,50). Se quiser tirar fotos, é preciso comprar um tíquete de 30 UAH (R$ 4,50). O áudio-guia (disponível em inglês, ucraniano, russo e outros quatro idiomas) sai por 50 UAH (R$ 7,50).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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