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“Quantas mães ainda vão chorar por isso?”, desabafa mãe da jovem que foi concretada em obra

O corpo da vítima foi encontrado concretado em uma obra em abril deste ano, mas até então não tinha sido identificado

22/07/2019 15h08
Por: Abraão Farina
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A jovem que foi morta e concretada na parede de uma obra, em Vila Velha, foi reconhecida pela família. Ela tinha apenas 17 anos e era usuária de drogas. 

Rosângela da Silva chora ao saber, finalmente, o paradeiro da filha. Ela é mãe de Lorena da Silva Pereira Martins, de 17 anos. A menina foi reconhecida nesta quarta-feira (17). O corpo dela foi encontrado concretado em uma obra em abril deste ano, mas até então não tinha sido identificado.

De acordo com a polícia, Lorena foi morta por Lucas Raphael dos Santos, de 33 anos, por causa de uma dívida de drogas no valor de R$ 50. Segundo a família, Lorena havia entrado para o mundo das drogas há alguns anos e era comum que ela desaparecesse

A mãe contou que a jovem sempre voltava para casa ou ligava para mãe para dar notícias, principalmente no último ano, quando ligava para saber do filho que deixou, de apenas 1 ano e quatro meses. “Quantas mães ainda vão chorar por causa disso? Tem muita mãe chorando pois não sabe nem onde o filho está. Ela sempre me ligava, mas, de uns tempos para cá, nem isso”, desabafou.

Foi depois de assistir a uma reportagem na TV Vitória nesta terça-feira (16), que a mãe entrou em desespero. Por meio das tatuagens descritas da vítima, ela logo concluiu que se tratava da filha. “Passou ontem no Balanço Geral e eu vi as tatuagens no corpo dela”, disse.

A mãe não teve a oportunidade de enterrar a filha. Os restos mortais de Lorena já foram enterrados mesmo antes do reconhecimento, por conta do adiantado estado de decomposição do corpo. A única coisa que resta para ela é clamar por justiça. “Eu quero pedir às autoridades que não deixem este homem sair de lá e que ele pague pelo que ele fez”, pediu.

Trabalhadores de uma obra na Praia da Costa, em Vila Velha, ficaram impressionados quando chegaram no local, na manhã de uma quarta-feira, em abril, ao encontrarem um corpo concretado na parede da construção.

A Polícia Civil foi acionada para atender a ocorrência e de acordo com os peritos, o corpo era de uma mulher que aparentava ter entre 25 e 30 anos. Ainda segundo os peritos, o corpo estaria no local há cerca de quatro dias. Os trabalhadores da obra disseram que sentiram um cheiro ruim e conseguiram identificar que se tratava de um corpo, pois parte do cimento que envolvia o corpo se rompeu.

Outras pessoas que trabalhavam na obra disseram, entretanto, que o corpo não estava concretado e que a parede é oca. Dessa forma, eles disseram acreditar que alguém matou a mulher e desovou o corpo na obra.

Os peritos da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) informaram ainda que não havia sinais de violência. O corpo foi levado para o Departamento Médico Legal (DML) de Vitória e passou por perícia, que que determinaria a causa da morte. O caso foi investigado pela Polícia Civil.

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar, o cadáver estava concretado na parede de uma academia em obras na Rua Gastão Roubach, na Praia da Costa, em Vila Velha. A ação da guarnição, foi quebrar a parede de concreto para retirar o corpo, constatado em estado de decomposição. Após finalizarem os trabalhos, os militares deixaram a cena aos cuidados da Polícia Civil.

 

 
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