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INVASÃO

PF visitou área guiada por filho de indígena morto no AP; inquérito investiga denúncia de invasão

Mesmo sem encontrar vestígios da invasão, ação apura circunstâncias da morte de Emyra Waiãpi e da suposta ocupação da reserva. Indígenas denunciaram situação aos órgãos no sábado (27).

30/07/2019 12h37
Por: Abraão Farina
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Reprodução internet
Reprodução internet

Polícia Federal (PF) se pronunciou oficialmente nesta terça-feira (30), por meio de nota, sobre a investigação da morte do líder indígena Emyra Waiãpi e a possível invasão de garimpeiros em terras indígenas Waiãpi, no Oeste do Amapá. A situação de tensão, que já estaria acontecendo desde o início da semana passada, foi denunciada pelos índios no sábado (27).

Como o Exército, a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Ministério Público Federal (MPF) já haviam informado na segunda-feira (29), a PF declarou que não encontrou indícios de invasão.

Um inquérito policial foi instaurado pelo órgão, que confirma, segundo a nota, que “as investigações continuam em andamento com o objetivo de apurar todas as circunstâncias da morte do líder Emyra Waiãpi e da suposta invasão da reserva indígena”.

Um delegado, agentes e peritos criminais da PF foram até a área no domingo (28), com apoio da Companhia de Operações Especiais (COE), do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Polícia Militar (PM) do Amapá.

De acordo com a nota, a polícia foi guiada na região pelo próprio filho do cacique, o índio Aikyry. Ele foi um dos indígenas que afirmaram que o líder morreu em confronto com os invasores.

As diligências, detalha a PF, ocorreram na aldeia Mariry, onde “não foram encontrados invasores ou vestígios da presença de não-índios nos locais apontados pelos denunciantes”. Foi nessa aldeia que os índios se concentraram ao se sentirem ameaçados na última semana.

Segundo o MPF, foram até a área 26 agentes da PF e da PM. Ainda de acordo com o órgão ministerial, a PF deve concluir até sexta-feira (2) o relatório da visita realizada no domingo.

A nota lembra que, “segundo relatos, cerca de 50 homens fortemente armados teriam invadido as terras indígenas, no oeste do estado, e assassinado um líder comunitário da aldeia”.

A PF ressaltou que os policiais envolvidos na ação “percorreram uma grande área” junto à equipe do COE, “referência no estado em rastreamento e combate em áreas de mata, e nada foi encontrado”.

O MPF declarou que, apesar de não haver indícios de invasão na aldeia Waiãpi, a conclusão parcial das investigações da PF não descarta nenhuma linha de investigação, porque as circunstâncias ainda não foram esclarecidas.

Não foram descartadas outras diligências, detalhou o MPF, a exemplo de envio de helicóptero e outras analises necessárias. O MPF adiantou que vai ser aberto um processo criminal para apurar a morte do indígena.

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