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LAGOSTIM

Alimentação do lagostim

O lagostim é um animal que vive nas águas doces de todo o planeta; existem centenas de espécies de diferentes tamanhos e formas que têm em comum o ambiente aquático como o seu habitat preferido.

18/08/2019 17h40Atualizado há 3 meses
Por: Abraão Farina
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Arquivo da Internet
Arquivo da Internet

O lagostim é um crustáceo que pode ser encontrado em rios com correntes suaves. Geralmente, a fonte fluvial que eles habitam é reconhecida como água não contaminada. Isso, de certa forma, pode transformá-los em um indicador da pureza da área em que residem.

A variedade de espécies de caranguejos é muito ampla. Existem cinco superfamílias nas quais estes animais são classificados de acordo com as características mais distintivas entre si. Em geral, essa espécie tem em comum o gosto pela vida em ambientes úmidos.

Anatomia do lagostim

Esta espécie pertence à família dos crustáceos decápodes, que também inclui caranguejos marinhos, camarões e lagostas.

Sua anatomia externa é mais alongada do que a dos seus primos de água salgada. Em muitas ocasiões, eles são confundidos com as lagostas.

Entre suas características mais distintivas estão suas pinças rugosas e seu abdômen esbranquiçado. As cores desse crustáceo variam do preto ao azul e ao marrom. Algumas espécies têm patas vermelhas e, dependendo do tamanho do animal, é possível determinar de qual parte do rio ele vem.

Os muito pequenos habitam as cabeceiras dos rios, nas montanhas. Aqueles que vivem nas correntes costumam ser de tamanho médio, e os maiores estão associados aos rios de maior volume. Na fase adulta, um lagostim pode medir 18 centímetros de comprimento.

Alimentação do lagostim

Os caranguejos, em geral, não são muito bons para caminhar ou caçar. Por essa razão, esses crustáceos costumam ser alimentar de tudo que encontram pela frente. É por isso que são classificados como onívoros, já que ingerem igualmente vegetais e animais.

Pulgas de água, vermes, sanguessugas e até mesmo caracóis de água doce acabam fazendo parte do seu cardápio. Sob a pressão de suas garras também sucumbem peixes, anfíbios e répteis que ficam sob as rochas.

Em resumo, eles se mantêm com qualquer tipo de matéria orgânica, até mesmo a carniça.

Quando as fontes de alimento diminuem, sua dieta se inclina para a ingestão de vegetais. Os principais são as plantas aquáticas, tais como junco e algas. Geralmente, é nas margens dos rios que eles obtêm a maior variedade de brotos e caules ricos em nutrientes e de fácil digestão.

Hábitos reprodutivos

 O acasalamento do lagostim é definido como agressivo. No início do ciclo reprodutivo, tanto o macho quanto a fêmea iniciam uma espécie de luta que geralmente causa ferimentos fatais.

Na luta, o macho tem que derrubar a fêmea para poder copular; o acasalamento geralmente dura cerca de 15 minutos. O lagostim macho usa suas ‘patas falsas’ no abdômen para expelir o sêmen que dará lugar à fertilização. Este ciclo de fecundação dos ovos ocorre um mês após a cópula.

O acasalamento geralmente ocorre no outono. Durante o inverno, a fêmea passa por um período de hibernação e conserva cerca de 150 ovos que eclodem nos meses de maio e junho. A mãe é responsável pelo cuidado da ninhada pelo menos durante as três  primeiras semanas de vida.

Os lagostins jovens atingem a maturidade sexual por volta do terceiro ano de vida. Acredita-se que a vida média desses crustáceos seja de cerca de oito anos.

Alguns usos do lagostim

Esta espécie geralmente é vendida para ser usada como isca para capturar algumas espécies, tais como black bass, bagre ou muskies. Estes espécimes diversos são atraídos com o lagostim inteiro ou usando apenas a sua cauda.

Essa prática gera controvérsias, uma vez que o uso do lagostim como isca causa desordens ecológicas difíceis de resolver. Por exemplo, os crustáceos usados como isca são jogados na água e, se sobreviverem, acabam deslocando as espécies nativas.

O lagostim também é usado na dieta de humanos no mundo todo. Este animal costuma ser o ingrediente principal de sopas e outros pratos.

Servidos inteiros ou apenas a sua cauda, existem receitas para todos os gostos. Há até mesmo quem atribua propriedades muito nutritivas ao conteúdo da cabeça e das pinças.

Este animal é muito consumido em alguns países, como na Espanha. No entanto, atualmente o lagostim é uma espécie protegida. Isso fez com que o mesmo fosse substituído pelo lagostim vermelho, do qual a Espanha ocupa o terceiro lugar como exportador mundial.

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