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adrenalina pura

The Boys: nova aposta da Amazon Prime Video

Série com heróis de caráter duvidoso

19/08/2019 21h36
Por: Jacson Andrade
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Na verdade, não tenho muita paciência com filmes de super-heróis e sempre vi um esforço absurdo para se dar uma profundidade na cultura pop que ela não tem. Os blockbusters são mero entretenimento e não há mal nisso. Como me disse um amigo: “vou assistir esses filmes para relaxar e rir de coisas bobas e não para pensar...”

Contrariando esta ideia, o Amazon Prime Vídeo, serviço de streaming da Amazon, lançou no início de agosto a série The Boys. Nascida como um filme no qual visava ironizar as grandes produções do universo Marvel não obteve financiamento e acabou sendo produzido em seis capítulos pela  gigante do varejo eletrônico.

Huguie, um jovem nerd e sem muita atitude é pedido em casamento por sua namorada, a conversa romântica no meio fio acaba de forma trágica com o herói mais rápido do mundo atropelando a pobre moça deixando apenas uma massa disforme no canto da rua.

Prontamente, Vought, uma corporaçãp que administra a carreira e imagem dos super-heróis propõe um acordo para isentar A-train das responsabilidades sobre o acidente. Curiosamente, os heróis tem algumas proteções legais parecidas com a da polícia ou do corpo de bombeiros, principalmente, isenção pelos danos causados nas missões.

É a velha máxima dos fins justificam os meios.

De um lado temos os Seven, uma espécie de “família” dos super-heróis cuja missão é proteger os cidadãos dos EUA liderados por Homelander -  versão mais cínica do Superman; Queen Maeve (Mulher-Maravilha); A-Train (Flash); Starlight – novata que questiona os métodos dos 7 e é uma espécie de Tempestade dos X-man; The Deep – Aquaman sem o cérebro; Black Noir que representa uma certa força bruta e Translucent que tem o poder de ficar invisível.

Lutando por vingança contra os Seven, temos Billy Butcher, que se torna uma espécie de tutor do Hughie. O time é composto ainda por Frenchie um francês sensível especializado em armas, Mother's Milk no eterno papel de negro-amigo-dos-brancos-mas-tem-a-cabeça-no-lugar e uma jovem poderosa que não fala inglês e é violência pura.

O mais interessante da série são as pequenas ou grandes referências, há uma mistura de poder com religião e coach – ascensão dos religiosos ao centro das decisões políticas nos EUA e numa versão genérica, no Brasil.  E mais: drogas, fabricação de inimigos (alguém se recorda do Iraque?), sexualidade, assédio sexual e também Deep Fake, demonstrada através de um vídeo pornográfico no qual o rosto dos envolvidos foi modificado para fins de chantagem.

Os temas tratados não possuem tom panfletário e vão sendo propostos de forma natural. As personagens são o que são e até os super-heróis que mais parecem astros de cinema possuem suas inseguranças e suas vaidades. Os Seven formam uma espécie de Olimpo e como os deuses gregos são demasiadamente humanos, mas com tiros porrada e bombas.

A segunda temporada já está confirmada e virá mais sangrenta, segundo os realizadores.

Facebook: Jacson Andrade

Instagram: @jacbighouse

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