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melhores amigos

Crônica dos abraços apartados

amor, festa e celulares

04/09/2019 18h33
Por: Jacson Andrade
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Ontem Custei a dormir passeando entre Facebook, Instagram, WhatsApp, Netflix, Amazon e site de notícias. . Essa ansiedade só me permitiu dormir às 4 horas da manhã. Não conseguia me concentrar em nada, as séries de TV  me entediavam nos primeiros cinco minutos e as conversas no WhatsApp pararam por volta de uma hora da manhã.

Fiquei um bom tempo deslizando pelo Insta as atualizações dos amigos que curtiam (os embalos de) sábado à noite, os “looks” (hehe), as bebidas, os restaurantes e as baladas. Foram dezenas de fotos de pessoas com o copo na mão.  Como diriam meus amigos da gloriosa Guaíra no noroeste paranaense - foram festá.

Mais uma vez apenas tédio. Neste contexto, Também vi algumas fotos e vídeos de shows e viagens e cheguei à conclusão que não há espaço para contemplação, para ouvir, para apreciar ou se deliciar. Estamos constantemente conectados e querendo que o mundo nos veja. Tudo precisa ser registrado e há pouco espaço para a espontaneidade.

Certa vez ganhei um ingresso para ir no show do Guilherme Arantes, sabia apenas quatro ou cinco músicas que cantei mal  e a plenos pulmões... “terra, planeta áaaaguaa...”,  as demais curtir remexendo o esqueleto com as senhoras que tinham no mínimo dobro da minha idade. gente ali tinha menos de 40 anos e um cara mais jovem gravou o show inteiro com seu iphone de última geração. Ficou Lá com as mãos levantadas pateticamente gravando algo que não veria depois e mais, ninguém assistiria.

Voltando à minha jornada pela insônia, imagino que para se fazer aquelas fotos diversos pratos esfriaram, vi diversos pontos turísticos com selfies estranhíssimas que deixaram as pessoas com o rosto cavalar e as bochechas lisas como plástico. Pareciam umas Barbies cabeçudas. Mas o que mais me espantou foram os sorrisos forçados.

Mas Você também não faz isso? Pior que sim. Mas ainda tenho alguma moderação. Não coloco muita coisa nas redes sociais devido a vida por demais desinteressante e também acabo esquecendo de publicar. Preciso dizer que no bar deveria ser proibido usar o celular. O bar é sagrado.

Recentemente estive num lugar super legal, com excelentes drinks, comida e música boa e muita gente bonita. Uma fila de duas horas aguardava para entrar enquanto numa mesa com seis pessoas todos estavam com a cara no aparelhinho com o mesmo tédio contra o qual lutei a madrugada inteira.

Noutro bar passei só para cumprimentar um amigo, ao vê-lo com o telefone na mão avisei que volta e meia furtavam o celular da Galera. Fui vítima em outra ocasião. Dito e feito levaram um aparelho de uma moça que estava no nosso lado. Situação chata e não pretendo culpá-la, mas talvez estivesse rindo e bebendo com seus amigos ainda teria o seu amado companheiro.

Por gostar muito de bares comprei num sebo o livro “Confesso que bebi” do brilhante cartunista Jaguar. É um pequeno guia no qual o autor indica seus bares preferidos e conta algumas situações que ele passou com amigos naqueles estabelecimentos. Durante a leitura surge a pérola: “Whisky é o melhor amigo do homem. Uma espécie de cachorro engarrafado”.

Discordo. O melhor amigo das pessoas atualmente é o celular e também o pior inimigo, principalmente na batalha pelo sono.

PS: se virem um nudes com uma mancha na coxa parecida com o mapa da Itália, não é meu.

Facebook: Jacson Andrade

Instagram: @jacbighouse

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