
Cotia registrou cerca de 55 ocorrências relacionadas às fortes chuvas entre os dias 10 e 13 de setembro, segundo balanço divulgado pela Defesa Civil Municipal na manhã de domingo (13). Os atendimentos envolveram alagamentos, deslizamentos, obstruções de vias e outras situações identificadas durante as vistorias realizadas pelas equipes.
Do total, 35 ocorrências foram comunicadas por moradores por meio do telefone 199. Outras aproximadamente 20 foram identificadas pelos próprios agentes durante ações preventivas e de monitoramento em diferentes regiões da cidade.
Entre os locais acompanhados está o entorno do Rio Cotia, incluindo a região do Colina de Cotia, onde fica o Centro de Treinamento do São Paulo Futebol Clube.
Apesar da diminuição da intensidade das chuvas naquele domingo, a Defesa Civil manteve as equipes mobilizadas. A principal preocupação passou a ser a condição do solo, que permaneceu encharcado após vários dias de precipitação.
Dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), divulgados pela Defesa Civil do Estado às 6h20 de domingo (13), apontaram um acumulado de 166 milímetros de chuva em Cotia nas 72 horas anteriores.
O volume equivale a 166 litros de água por metro quadrado. Em uma superfície de 100 metros quadrados, por exemplo, representa 16.600 litros de água.
No mesmo levantamento estadual, Itaóca registrou 201 milímetros, Itararé acumulou 184 milímetros e Diadema chegou a 167 milímetros. Cotia apareceu, portanto, entre os municípios com os maiores acumulados apresentados naquele boletim.
Nas 48 horas anteriores ao levantamento, o volume registrado em Cotia foi de 99 milímetros.
O acumulado de 166 milímetros atualiza o cenário das chuvas no município, mas não deve ser comparado diretamente com os 151 milímetros divulgados no sábado (12) como se os dois números representassem o mesmo intervalo: cada boletim considera uma janela de medição diferente.
Segundo o secretário municipal de Defesa Civil, Marcos Nena, o monitoramento precisa continuar mesmo depois que a chuva perde intensidade, porque a água acumulada pode comprometer a estabilidade de terrenos e encostas.
“O acumulado das últimas 72 horas exige atenção por causa do solo encharcado. Estamos atentos às áreas de risco, mas também podem surgir situações em outros pontos da cidade em razão do alto nível de saturação do solo”, explicou o secretário no comunicado da Prefeitura.
As equipes seguiram em campo no domingo, realizando vistorias preventivas e acompanhando as condições das regiões mais afetadas.
A Defesa Civil também orientou os moradores a observar sinais que possam indicar movimentação do terreno, como rachaduras em muros, paredes e no solo, além da inclinação de árvores e postes.
Esses sinais exigem atenção, especialmente em imóveis próximos a encostas. Ao identificar uma possível situação de risco, a recomendação é deixar o local, procurar um espaço seguro e solicitar avaliação da Defesa Civil.
O balanço municipal não informou quantas das 55 ocorrências foram classificadas como deslizamentos, quantos imóveis sofreram danos ou se houve vítimas.
Nota temporal: esta reportagem apresenta o balanço divulgado em 13 de setembro de 2026. Os números e as condições descritas correspondem àquele momento.